Tabus, mitos e paradigmas rompidos na educação.

Tabus, mitos e paradigmas

Tabus, mitos e paradigmas rompidos na educação.

Uma visão sobre os seis meses sem aulas: o que podemos aprender com essa experiência.

Seis meses de ano letivo em estado de pandemia, como avaliar o quadro da educação no Brasil após esse período? Erros, acertos, perspectivas, mitos e paradigmas e um novo desafio pela frente: como retornar? Os impactos do isolamento social e aqui especificamente das salas de aula, refletem a relação da escola com professores, desses com seus alunos e esses com uma mentalidade renovada para o aprendizado.

Esse diálogo, reflexão e avaliação precisa ser realizado e continuado, sem medos e mitos, porque o desafio ainda parece ser apenas a ponta do iceberg. Além das perdas econômicas, de conteúdos e evasões, as relações ensino-aprendizagem e os processos de interações comportamentais entre escola, professores e alunos precisam ser revistas. Imaginar que essa volta “ao mundo normal” vai acontecer como se todos apenas tiveram uma distância prolongada e no dia seguinte retomar o antigo planejamento, vai ser algo como um piloto automático, é ignorar que chegamos a uma nova era.

O conselheiro da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), Jair dos Santos Jr., cientista político e mestre em Sociologia, faz uma análise minuciosa e clara sobre esses aspectos e rompimento de paradigmas da educação em tempos de COVID-19.

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Ensino Digital – A falta de padrão no sistema educacional e de políticas públicas dependentes das demandas de estados e municípios na Educação Básica, por exemplo, foram os que sofreram maior impacto na adaptação do modelo digital em vez do presencial, até porque não há essa oferta EAD. “Não havia experiência, tradição ou expertise para orientar o trabalho. Por outro lado, na Educação Superior há uma longa tradição da oferta da modalidade a distância, permitindo assim uma rápida transição de modelos desde o início do enfrentamento da pandemia. É verdade que muitas instituições de ensino com tradição de oferta apenas na modalidade presencial tiveram as suas dificuldades para o início da operação com a modalidade EAD. Contudo, a ajuda de empresas e profissionais com experiência nesse formato, permitiu a rápida transição de um modelo para outro”, analisou Santos Jr.

Criatividade e Transformação – Gestores, coordenadores e professores se reinventaram com ferramentas disponíveis e precisaram ativar sua comunicação antes esporádica nos meios digitais, como sua principal fonte com a aprendizagem. Transpor inibições diante da câmera, criar familiaridade com aplicativos e a forma de expressão nesses meios, foi realizada em tempo recorde.

Contação de histórias em lives, canais fixos em plataformas de vídeos, chats e planos de aulas, ganharam outra dimensão. “Na Educação Superior a criatividade ocorreu em menor medida, visto que já há tradição e, portanto, as facilidades de ferramentas existentes e preparadas acabou por inibir a inovação. Em uma palavra, seguiu-se modelos já conhecidos, com eficiência, mas pouca inovação”, avalia o conselheiro da ABED.

A partir dessas mudanças e mitos, a sociedade entendeu que muitas atividades podem ser executadas de forma remota, uma vez que tenham mitos infraestrutura para tal. “A cadeia logística continuará presencial, mas a cadeia de prestação de serviços será significativamente alterada”, observa.

A forma como os serviços e produtos chegam até as pessoas teve sua dinâmica modificada e provavelmente não será mais revertida.

Ensino híbrido e posicionamento das escolas – Os níveis do Fundamental, Médio e Superior, vão criando a maturidade para a autonomia do aluno. Nos anos iniciais até a transição da infância para a adolescência, o processo de socialização e de desenvolver essa própria independência, precisa da forma presencial. Mesmo com a familiaridade de crianças e adolescentes com o mundo digital, ainda não se tem a formação de responsabilidade exclusiva e exige o monitoramento. Já um jovem a partir de 18 anos ou pouco menos, tem suas relações mediadas pela tecnologia, assim como seu processo de aprendizagem. 

As escolas que ainda não definiram seu posicionamento digital e presencial, não devem ter muito fôlego de sobrevivência, pois agora sabemos que estamos vulneráveis às situações atípicas, como a da pandemia. 

O que veio para ficar?

  • Home office com uma estrutura formal;
  • Investimentos em tecnologia de ensino no modelo remoto (plataformas, aplicativos, softwares e equipamentos);
  • O uso da tecnologia como suporte de ensino – ensino híbrido;
  • Políticas de inclusão digital (docente e discente) com maior alcance;
  • Capacitação de todo o grupo educacional para uso das ferramentas digitais;
  • Protocolos sanitários de higiene e segurança de ambientes e pessoal;
  • Revisão na forma de utilização e necessidades de espaços físicos;
  • Suporte para saúde emocional e humanizada de professores, alunos e equipe de trabalho em situações de crise, como as da pandemia (distanciamento social, medo da doença, perdas familiares).

E o grande aprendizado com essa experiência ainda em curso passará por várias etapas. A primeira delas na forma EAD é o ensinar e depois o avaliar. Agora o chamado “processo ensino-aprendizagem” tem na avaliação o terceiro pilar fundamental. Acreditando-se e quebrando mitos e paradigmas sobre a autonomia de estudos para os sujeitos com maior maturidade, evoluiremos na capacidade de avaliação da aprendizagem para que os oriente na obtenção de melhores resultados – que não somente a nota para aprovação, e sim a obtenção de conhecimentos que contribuam para sua formação humana e profissional.

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