Professores heróis no momento de transformação na forma de ensinar

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Professores heróis no momento de transformação na forma de ensinar

Mesmo diante das limitações da pandemia, os cases de sala de aula superaram os obstáculos com criatividade. 

A urgência do processo de adequação do modelo de ensino presencial para o ensino remoto imposto pela pandemia, mesmo diante de inúmeras dificuldades das instituições de ensino, entre elas a falta de preparo para lidar com o ambiente virtual e o distanciamento de seus alunos, não impediu que professores usassem um dos principais talentos do ser humano: a criatividade. 

Cases muito originais, sem que perdessem a qualidade e sobretudo, conteúdo, podem servir de exemplo não só no caso do ensino remoto imposto pelo momento de anomalia, mas quem sabe, propor uma tendência que estabeleça uma nova forma de pensar os métodos de ensinar e mudanças definitivas para o retorno à vida escolar. 

Mesmo no Ensino Público com mais restrições de infraestrutura, há histórias sensíveis ao momento, com professores usando fantasias no contexto das aulas, até metas de presença para motivar os alunos no ambiente online. 

Com a jornada de trabalho consideravelmente ampliada, a fim de adaptar tecnologia, conteúdo e sua vida pessoal dentro do mesmo ambiente de trabalho, os professores exaustos emocionalmente ainda se comovem quando de alguma forma podem ter um contato com sua turma, mesmo com a distância de uma tela. 

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Aula à fantasia

Na Ilha de Superagui, litoral paranaense, o pedagogo Rodrigo Cardozo Gomes investiu nas fantasias, de palhaço tradicional a Charles Chaplin, para encarar personagens em suas aulas e estreitar a relação com os alunos. “Tenho acompanhando este momento ímpar que estamos atravessando e comecei a me perguntar o que poderia fazer para os estudantes e professores sorrirem e se distraírem desse cotidiano tão pesado. Aí veio a ideia de ‘invadir’ aleatoriamente e de surpresa as aulas nos meets dos professores com os estudantes, sempre caracterizado e falando sobre algum assunto”, conta. 

Quem acompanhou a onda foi a professora Helena Botion, de Mandaguari, interior do Paraná. No tema biografia a ser trabalhado nos encontros virtuais, teve a ideia de se caracterizar com a artista plástica mexicana Frida Kahlo. “Escolhi ela até pela questão de trabalhar a transversalidade com a arte, e mostrei pinturas e coisas que ela produziu. Pra ficar mais chamativo, avisei todo mundo que a aula seria uma festa a fantasia, até porque todo ano a nossa escola faz uma festa a fantasia em meados de setembro/outubro, e é algo que eles esperam o ano todo! Então aproveitei o momento para resgatar a tradição da escola”. 

Nesse cenário, os educadores veem que essas ações ajudam os alunos a fixar o conteúdo e participar mais das aulas. 

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Metas e personagens

No mundo universitário, o professor Antonio Gelfusa Junior, de Publicidade e Propaganda de São Paulo, apostou em simular programas televisivos, criação de personagens para engajar com seus alunos. A dispersão natural que muitas vezes o ambiente virtual facilita, foi controlada com uma postura mais cênica de Gelfusa Junior. “Fala-se tanto em mudar o formato da sala de aula que ele acredita que o grande aprendizado desse momento é tornar as aulas estimulantes, trazendo informações da realidade, fazendo o aluno se sentir parte”. Professor de Gestão de Marca, investiu em playlists e história da banda e seus respectivos músicos e assim trazia ao grupo discussão sobre o uso da melodia em trilhas de filmes, comerciais e o processo criativo. 

A condição trazida pela pandemia coloca em cheque a nova conduta da forma de ensinar. Será que os modelos clássicos das salas de aula unicamente presenciais e seguindo um protocolo unilateral irá sobreviver pós-COVID? 

Toda a experiência de criar com a tecnologia, porém sem esquecer da humanização criativa, de se trabalhar com as ferramentas disponíveis não foi necessária para sair da zona de conforto do modo de ensinar? 

Os alunos transformados pela vivência do isolamento social, com professores que precisaram se reinventar, precisarão de uma escola mais aberta e renovada. A mudança precisa ser amparada pelas instituições de forma rápida e eficiente. Boa parte dos nossos professores “heróis”, deram uma mostra que estão preparados para esse desafio! 

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