Mudança de paradigma da educação em tempos de Covid-19

MUDANÇA DE PARADIGMA DA EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE COVID-19

Mudança de paradigma da educação em tempos de Covid-19

É preciso analisar a vitalidade digital de sua escola: saber onde está, o que precisa e para onde vai

Esse é um momento novo onde o gestor vai precisar analisar seu público, sua forma de distribuir conteúdo e entender a autonomia de seu sistema. A reclusão social adotada como forma de reduzir o contágio pandêmico do COVID-19, levou a escola para casa e vice-versa. Papéis de pais, alunos e professores ficaram nebulosos, o improviso funcionou num determinado período, mas estancar hemorragia com curativo adesivo tem validade curta.

Em análise com o pedagogo Luizinho Magalhães, gestor acadêmico de uma rede de ensino em inovação, essa mudança de paradigma começa quando a instituição mede “sua vitalidade digital, ou seja, se você já usa uma plataforma, tem distribuição de conteúdos por esse canal, e dependendo das suas condições ou a falta delas, organizar um novo plano de ação”. A visão gerencial parte do tripé: onde estou, o que preciso fazer para mudar e onde essa mudança vai levar.

O cenário do isolamento social aponta a uma virtualização global na forma de ensino? Essa é a questão que a maioria dos segmentos carrega, num momento onde 60% dos serviços digitais estão se relacionando em sociedade. Muitas escolas optam num primeiro momento, adiantar o recesso escolar de junho/julho e refazer seu planejamento, com aquisição de novos meios digitais para ofertar conteúdo, preparar aulas online e seu quadro de colaboradores, a fim de se adaptar de forma integral pelas plataformas digitais, enquanto outras se valem do improviso, mas começaram a sucumbir em pouco tempo, na queda de braço quantidade X qualidade, além da falta de suporte técnico.

Sob o ponto de vista da tecnologia é preciso avaliar:

• A instituição de ensino já tem uma plataforma LMS (Learning Management System e se tem está atualizada às novas necessidades?
• Rever o uso “acessório” de seus canais de comunicação, não só como informativos, mas meios de feedback
• Professores, alunos e colaboradores treinados para lidar com as mídias, com media training
• Descartar o improviso e efetivamente adotar um comportamento diferente

Vida digital deixa de ser diferencial e passa a ser básica – Lançamento de notas, agenda e recados via canais digitais deixa definitivamente de diferencial e se torna instrumento básico das instituições de ensino, independente da linha adotada. Nas medidas emergenciais durante a COVID-19, a conta muda. “Não é a quantidade de conteúdo que vai determinar o conhecimento, mas a qualidade, o filtro do que pode ser dado nesse momento. O grande problema é que o aluno não estava acostumado com isso, mas é algo a ser repensado”, analisa Luizinho Magalhães.

Vida digital deixa de ser diferencial e passa a ser básica – Lançamento de notas, agenda e recados via canais digitais deixa definitivamente de diferencial e se torna instrumento básico das instituições de ensino, independente da linha adotada. Nas medidas emergenciais durante a COVID-19, a conta muda. “Não é a quantidade de conteúdo que vai determinar o conhecimento, mas a qualidade, o filtro do que pode ser dado nesse momento. O grande problema é que o aluno não estava acostumado com isso, mas é algo a ser repensado”, analisa Luizinho Magalhães.

A busca ensino e aprendizagem em ambiente virtual vai ter que se adaptar em três segmentos:

Virtual – é a grande carga, o repositório de conteúdo para seu desenvolvimento de aprendizado, o material didático em si.

Online – é o estudo no horário da escola, é aluno e professor estarem nessa plataforma no status presencial num fórum, chat, webinar, naquele turno igual ao frequentado antes da quarentena, sem o risco de demandas atemporais.

Ao vivo – em doses mínimas, mesmo que seja a forma mais atraente, mas precisa de programação e da verificação das condições do aluno, com seu acesso às plataformas.

O mindset corporativo precisa se ajustar ao da nova geração, que absorve tecnologia de forma natural. Essa mudança de chave no isolamento social, leva o sistema educacional a rever sua verticalização no modo de posicionar a relação escola, professores e alunos. Enquanto os adolescentes parecem se adaptar melhor na virtualização, o desafio está na forma de aprendizado dos primeiros anos do Fundamental. “Tudo que eu deveria ter feito e não fiz, tive que fazer a fórceps”, concluiu Luizinho Magalhães sobre as escolas nesse momento.

Ressignificação da pedagogia – Com os pais frente a frente nos estudos dos filhos, talvez seja o momento de entender que a escola faz entregas de forma sistêmica, maiores que se imaginava. Também pode ser momento de avaliar se formato e valores são congruentes com a formação desejada por pais e alunos.

Para a fonoaudióloga e psicopedagoga Ana Paula Vieira Teixeira, o estresse natural dessa condição de isolamento, pode ter o bom senso de menos atividades com mais foco. “Nem todos os professores, nem toda a escola ou pais têm intimidade com a virtualização do ensino integral para crianças e adolescentes e talvez seja preciso diluir o conteúdo deste ano para o próximo, caso a reclusão social seja longa”, comentou a profissional.

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Infográfico Gerenciamento de Crise na Gestão Escolar

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