(29/10) Dia Nacional do Livro – 3 livros que todo profissional da Educação deveria ler

(29/10) Dia Nacional do Livro – 3 livros que todo profissional da Educação deveria ler

Uma das fontes mais significativas para o desenvolvimento de uma civilização é o livro. Sendo digital ou físico, as páginas são cheias de histórias fundamentais para a formação do indivíduo, reinvenção da cultura e evolução da sociedade.

O Dia Nacional do Livro é comemorado em 29 de outubro em função da criação da primeira biblioteca do país, a Biblioteca Nacional do Brasil, construída pela coroa portuguesa em 1810. A necessidade de ter o espaço veio com a quantidade de acervo que Portugal havia trazido para as terras brasileiras e que necessitavam de um armazenamento mais adequado, porque estavam sendo guardadas no Hospital da Ordem Terceira do Carmo, no Rio de Janeiro. Havia cerca de 70 mil itens disponíveis, sendo eles: livros, medalhas, pergaminhos, moedas, mapas, manuscritos; um material extremamente rico e que precisava ser bem cuidado.

Os primeiros livros começaram a ser editados em 1808, quando D. João I fundou a Imprensa Régia, e o primeiro livro a ser publicado pelo mercado editorial brasileiro foi “Marília de Dirceu”, de Tomás Antônio Gonzaga. Desde a fundação até 1914, os livros só podiam ser lidos e publicados com a autorização da coroa portuguesa.

Dia Nacional do Livro - 29 de outubro - interior Biblioteca Nacional

Fonte: Folha de S.Paulo

Os livros são uma fonte inesgotável de conhecimento e alguns deles são essenciais para professores, gestores educacionais e diretores das instituições de ensino. Confira:

1 – Pedagogia do oprimido, Paulo Freire

Um dos pedagogos mais renomados mundialmente possui uma grande coleção de livros que tratam de vários temas da pedagogia. O brasileiro se tornou referência em muitos países, com 20 livros autorais e 13 coautorais publicados, sendo um dos principais deles a Pedagogia do oprimido. O livro trata de uma visão do autor sobre unir alunos, professores e sociedade, pautados na pedagogia crítica, que destaca que os educadores devem assumir uma posição revolucionária. A obra é dividida em 4 capítulos:

  • Justificativa da pedagogia do oprimido;
  • A concepção “bancária” da educação como instrumento da opressão. Seus pressupostos, sua crítica;
  • A dialogicidade: essência da educação como prática da liberdade;
  • A teoria da ação antidialógica.

O livro foi o único a entrar na lista dos 100 títulos mais pedidos pelas universidades de língua inglesa em 2016, segundo uma pesquisa do Open Syllabus. Pedagogia do oprimido apareceu em 99º lugar no ranking geral, com 1.021 citações em programas.

2 – Epistemologia Genética, Jean Piaget

O suíço, nascido em 1896, é um importante pesquisador da área da educação e é especialista na psicologia evolutiva, que está diretamente relacionada às suas ideias revolucionárias que contestavam o modelo tradicional de ensino. Com centenas de artigos e mais de 50 livros publicados, Piaget tem como obra principal a Epistemologia Genética, que relata que o conhecimento é gerado através da interação do sujeito com o meio, consolidado com as estruturas do pensamento durante os estágios de desenvolvimento humano.

Sua teoria depende de 4 elementos:

  • Maturação do sistema nervoso central;
  • Experiências físicas e lógico-matemáticas;
  • Transmissão social;
  • Equilibração das estruturas cognitivas.

3 – A arte do ensinar, Rubem Alves

Rubem Alves discorre nesse livro publicado em 2008, sobre a importância dos educadores também aprenderem a aprender. Ensinar é uma via de duas mãos e, portanto, todos estão inseridos nesse processo. O livro é fundamental para quebrar o paradigma de que o aluno só deve ouvir as informações passadas pelo professor e não expressar sua opinião, além de mostrar que os professores devem, constantemente, aprimorar o seu conhecimento e aprender novos jeitos de repassá-lo. “Professor bom é aquele que aprende o tempo todo” – Rubem Alves

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