Erros e acertos da aprendizagem digital e presencial

Erros e acertos da aprendizagem digital e presencial

Entender que cada método é diferente e por sua vez, a forma também deve ser

Na experiência de adequar o ensino presencial na forma digital e remota, durante o isolamento social desde a segunda quinzena de março, em decorrência do novo coronavírus, as instituições de ensino, cursos profissionalizantes, técnicos e de formação específica inseridos exclusivamente ou de forma mínima no universo virtual, passaram um momento atípico de mudanças ou recuo.

Dessa vivência ainda em andamento, uma vez que os prognósticos para retomada normal das atividades educacionais ainda é uma incógnita no Brasil e em algumas partes do mundo, as redes de ensino que deixaram o improviso de primeiro momento seguiram dois caminhos distintos: umas já optaram pelo investimento de plataformas digitais robustas e que atendam a demanda de forma mais próxima dos conteúdos do dia a dia e as demais, reduziram drasticamente qualidade e quantidade, “no que é possível” realizar sem onerar.

Para o mestre em Tecnologias Educacionais pela University of Oxford (Inglaterra), Richard Vasconcelos algo precisa ser esclarecido: “evitar a confusão de transformar o presencial em digital”.

Erros mais comuns percebidos

A intenção não é criticar sem apontar possíveis soluções. O principal objetivo está em encontrar uma forma menos prejudicial e que pode ser tornar efetiva, entretanto, ignorar a mudança que pode se tornar definitiva adiante, para os gestores que não se adequarem a uma tendência com chances de conversão em nova diretriz, seu negócio vai ficar aquém do mercado. “Não adianta querer digitalizar presencial. É como filmar uma peça de teatro e dizer que é cinema. São linguagens e formas distintas”, ilustrou Richard Vasconcelos. Os erros frequentes:

• Preparar conteúdos e didáticas, convertendo o presencial no remoto
• Não rever a planilha de gastos para ajustar um valor real do método de ensino
• Profissionais envolvidos sem treinamento mínimo para lidar com novas plataformas
• Usar a mesma metodologia com diferentes faixas etárias
• Não promover um canal de comunicação online

Os acertos que podem ficar

O sistema educacional não precisa nesse momento ficar tateando no escuro, uma vez que a disponibilidade de tecnologias é uma solução válida, porém não única. Com passos alcançados em curto prazo, muitos gestores apostam em mesclar conteúdos online, tarefas e uso de plataformas para engajamento, moldando e experimentando formas mais positivas no ensino, vejamos algumas boas práticas:

Capacitação de professores para o ensino digital;
Conteúdo digital feito da forma digital, sabendo que o tempo de atenção é outro;
Vídeos curtos e que promovam engajamento (bate-papos, desafios);
Aulas ao vivo curtas em dias da semana definidos;
Games de aprendizagem que gerem estímulo de obtenção de conhecimento;
Ser aberto às avaliações da metodologia para corrigir e melhorar a performance;
Disponibilização de tutoria para tirar dúvidas;
Transparência nas negociações de valores do contrato.

Tendências

Há muita especulação sobre as tendências que podem se firmar na Educação, um dos setores mais afetados pela pandemia do COVID-19. Entretanto, o EAD saiu do limbo que ainda algumas instituições e segmentos da sociedade colocavam a respeito do ensino remoto. É válido e tem regras e formas claras, distintas e eficazes. Segundo Richard Vasconcelos, nas universidades norte-americanas, como a Harvard que se digitalizaram estrategicamente, atualmente têm mais alunos no sistema EAD no período de um ano, comparado ao total acumulado em 380 anos de existência. “Mas isso aumentou também a busca pelo presencial, pois o pensamento é: se é tão bom no online deve ser muito bom nas aulas físicas”, detalha.
O desafio é conciliar o papel de cada uma das metodologias, mesclar e repensar “como melhorar o presencial e não o contrário”, completa o Richard, que destaca outras funções no ensino presencial: “a escola pode ensinar outras coisas, criatividade, hierarquia, respeito e outras habilidades”. Ainda de acordo com o mestre em Tecnologias Educacionais, a Educação online ficou mais acessível à população de menor renda, que podem acessar conteúdos em rede sociais e assim ter a possibilidade de cursar níveis maiores na aprendizagem.

Case escola de aviação

Desistir ou continuar? Esse foi o desafio do Centro de Formação da Aviação, Avia Pro, de Londrina. No curso teórico de piloto privado, prestes a começar pouco antes da quarentena, a direção apostou em dar continuidade e adiantar o projeto futuro de desenvolver essas aulas pelo EAD. “Fizemos videoaulas, usamos plataformas digitais e no final dessa etapa, aplicamos uma pesquisa de satisfação com nossos alunos, a fim de melhorar as condições, aprimoradas a cada aula, cada necessidade, inclusive de nossos instrutores”, comentou Cintia Bruno, gerente de Comunicação e Marketing da Avia Pro.
Um dos próximos passos é a padronização das aulas com treinamentos em edição de vídeos, incrementar os materiais para aprendizagem remota e dinamismo nas aulas, conforme apontado na pesquisa com os alunos da primeira turma digital.

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