Equilíbrio emocional é a chave para educadores do “novo normal”

Equilíbrio emocional é a chave para educadores do “novo normal”

O “novo normal”, a expressão mais usada nesse momento para discutir a definição de novos padrões para diversos segmentos da sociedade, ainda está no nível das hipóteses, até porque não se tem uma estimativa clara do fim da pandemia da COVID-19 e tampouco, como será esse retorno na vida escolar.

Estabelecer regras de comportamento de proteção básica como o uso de máscaras, distanciamento social, convívio em ambientes comuns, higienização, podem ser apenas uma direção, mas ainda parece nebuloso, quando falamos de escolas, faculdades, salas de aula, comunidade de ensino.

A coordenadora pedagógica Priscila de Moraes, considera a discussão do “novo normal” como pauta de especulação. “Tudo ainda está no plano das ideias, vimos muitos exemplos de países que tiveram um retorno e recuaram nas suas medidas, até porque continuamos numa pandemia. Os educadores vão precisar de equilíbrio emocional, orientação individual para estar seguros e assim poder transmitir essa segurança para seus alunos”, pondera.

Na visão da educadora e de outros profissionais da área, também são apontados caminhos com mais de uma alternativa. Segundo eles, não se apegar apenas a um plano B é fundamental. Com os riscos conhecidos da pandemia e um cálculo ainda não preciso sobre seu poder de ação, planos “C” e “D”, são atitudes prudentes. Recalcular a rota de decisão nesse “novo normal” é uma das ferramentas que a sociedade vai aceitar com mais naturalidade, diante da impermanência das políticas públicas e do próprio comportamento do vírus. Então, recuar ou adiantar expedientes, sem decisões “fechadas” se mostra como um novo modelo mental, que foge de regras herméticas.

4 FORMAS DE TORNAR ADAPTAR O NOVO NORMAL

• Abrir o diálogo: para dúvidas, fragilidades e ideias;
• Planejar todos os passos: para recuar ou se adiantar no processo;
• Apoio terapêutico para os profissionais da área de educação;
• Abertura para ideias novas: avaliar o que funcionou e não funcionou em outras experiências.

HUMANIZAÇÃO NAS RELAÇÕES

Encarar as mudanças palpáveis e outras nem tanto é o grande desafio para o gestor escolar. Para isso, o equilíbrio emocional vai ser uma ferramenta essencial nessa etapa de transição. Estar seguro de suas emoções e assim poder transmitir essa firmeza de propósitos aos seus colaboradores, consiste em humanizar as relações num período devastador e que coloca pessoas, profissionais em posição de transformação. O “novo normal” propõe em muitos segmentos, flexibilidade nas negociações, mas também clareza e transparência na possibilidade de mudanças durante o percurso. Mudar a estratégia durante o planejamento não deve mais ser encarado como um “bicho de sete cabeças”.


Na China, cerca de 50% da comunidade estudantil retornou às aulas presenciais, na segunda quinzena de maio. Todas as medidas de segurança foram tomadas, mas pouco se divulga sobre as reais condições emocionais da equipe pedagógica, assim como dos estudantes. Na Nova Zelândia, um país considerado case de sucesso no enfrentamento do Novo Coronavírus, o Ministério da Educação local informou que 800 mil alunos e professores retornaram às salas de aula, desde 18 de maio, num clima mais positivo, mas permitindo que famílias que optaram pelo distanciamento, continuem a receber os conteúdos de forma remota.


De acordo com relato de pedagogos neozelandeses, a retomada está com foco em atividades e conteúdos chamados de “currículo humano” e ações que promovam o bem-estar da comunidade estudantil. Talvez aí se revele um comportamento do “novo normal” na Educação.

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