Os desafios nas novas formas de ensino-aprendizagem

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Os desafios nas novas formas de ensino-aprendizagem

Adequar a linguagem digital é apenas a ponta do iceberg, educadores precisam ser atualizados nas suas relações e conhecimentos.

Um conjunto de reposicionamentos da escola, professores e alunos nesse momento mais brusco de transformação, precisa deixar de ser uma ação emergencial e se tornar uma estratégia bem calculada. E todos, devem fazer parte dessa transição, a fim de não causar danos na inter-relação dos integrantes desse processo, formas de ensino consiste em mudanças de paradigmas no sistema educacional.

O professor, especialista em desenvolvimento humano, Lucas Fonseca, convida a uma reflexão sobre a postura de todo esse conjunto e aponta aspectos que definitivamente precisam ser mudados, com intuito de uma adequação mais eficiente da “mudança de chave” para os rumos da educação-aprendizagem.

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Síndrome da Minha Época – Em primeiro lugar, tirar a responsabilidade absoluta do aluno e abandonar o discurso do que chama de “Síndrome da Minha Época”, algo como se os modelos de ensino e alunos fossem reproduções de um tempo que já não mais existe. “Nesse contexto, o professor também era diferente. Hoje o aluno chega muitas vezes em sala de aula, com muito mais informações sobre o assunto a ser tratado, extra material didático e munido com a facilidade e rapidez da internet”, analisa Fonseca.

Nessa linha, ainda foi observado o quanto o professor precisa estar conectado além material didático e como o gestor terá que investir nesse suporte. Muitos educadores não têm habilidades com simples mídias digitais, enquanto seus alunos editam vídeos com rapidez e destreza por aplicativos em poucos minutos. A balança da forma de sua comunicação e consequentemente desta relação, começa a ficar desequilibrada. “Há escolas ainda no formato de 1500. O mundo mudou, o mercado mudou, os alunos mudaram. Inovação é a melhor forma de qualificar os educadores, que precisam tomar para si essa autorresponsabilidade, porque hoje há o profissional de sucesso em vez de profissão de sucesso”, destaca o especialista em Desenvolvimento Humano.

Ensino Humanizado – Os valores de humanização são pontos fortes do “novo normal”. A padronização de comportamentos sociais passou a ser um modelo ineficaz, quando tratamos de pessoas. E esse processo de avaliação ou reavaliação não será diferente no meio educacional. Não basta apenas “equipar”, o que é importante, mas tecnologia e ferramentas ultra modernas podem cair novamente no “buraco negro” na automatização do relacionamento.

O material didático não é apenas um nicho de aprendizados, é um ambiente de informações e que hoje são democráticas pela facilidade de acesso nas redes. Então, se o produto didático se tornar uma diretriz para explorar possibilidades e não apenas a reprodução da reprodução?

Nessa mudança de posturas, entender que o aluno no seu processo vai se tornar diferente, personalizado e não somente alguém com punhados de informações sem conhecimento aprofundado e sem aplicação na sua realidade será fundamental. 

Nisso, perceber que se em décadas anteriores uma geração demorava cerca de 20 anos para mudar os padrões e comportamentos, hoje isso acontece a cada seis anos.

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Educação única solução – Há um entendimento universal de que os fatores psicológicos causados pelo isolamento social da pandemia, terá um impacto considerável na comunidade educacional. O Brasil teve suas atividades de ensino presencial nas instituições suspensas desde março, ou seja, cinco meses, cerca de 150 dias de ensino remoto.

Diante desse cenário, gestores devem traçar novos planos com mudanças consideráveis, para um futuro ainda incerto. No entanto, mudanças na forma de ensinar do seu corpo docente serão fundamentais. O professor precisará de um olhar além didática do modelo formal de ensinar, e inserir-se nesse novo contexto para deixar de ser um mensageiro tradicional de informações e conteúdo. 

Infográfico Gerenciamento de Crise na Gestão Escolar

Para a própria sobrevivência do negócio escola, investimentos e inovações na forma de ensinar não podem ficar à deriva. Devem ser projetados e implementados meticulosamente. As mudanças geram desconfortos e desafios e aí os diretores e donos das instituições educacionais precisam investir nessa transição, para tornar sua escola verdadeiramente inovadora. “A Educação não é o melhor caminho, é o único caminho”, resume Lucas Fonseca.

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1Comentário
  • João Inácio de Jesus
    Postado em 16:34h, 24 agosto Responder

    Eum passo muito importante para desenvolvimento da tequinolgia no Brasil

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