A comunicação afetiva aplicada na aprendizagem

A comunicação afetiva aplicada na aprendizagem

Uma das ferramentas mais potentes desse período de transição durante o distanciamento social causado pelo novo Coronavírus, está na aplicação prática da Comunicação Afetiva. Para entender a dinâmica desse processo, é importante definir a base dessa ferramenta da Comunicação Social. Vale destacar que a Comunicação Afetiva busca ser horizontal, ou seja, sem determinar que o fluxo da informação comece e termine do mesmo ponto ou de ponto de vista unilateral. Sua meta básica é facilitar a compreensão do processo de informação e suas aplicações claras, como o atendimento, relacionamento, desenvolvimento pessoal e estruturação de propósitos.
A perspectiva da Comunicação Afetiva é de entender a necessidade da outra ponta, o conhecido “ouvir mais e falar menos” e então, com esse dado básico, propor formatos e condições de serviços, produtos, ações e dinâmicas, que certamente atendem com mais efetividade pessoas, grupos, entidades e afins envolvidos.

E como isso funciona na aprendizagem?

Os modelos tradicionais da comunicação tornaram as informações, necessidades e atualizações de conteúdo gessadas e automatizadas. A busca da originalidade e criatividade em alguns casos ultrapassam os limites do bom senso e do real equilíbrio do desenvolvimento do aprendizado. Na Comunicação Afetiva, entender que um grupo, um indivíduo, uma sociedade tem características únicas e que isso não as coloca num patamar de certo e errado, mas de apenas uma “característica social”, pode facilitar o processo de aprendizado.
Nesse cenário da COVID-19 e necessidade da virtualização para a maioria da nossa interação social distante, a aprendizagem tradicional, sejam em cursos, seminários, salas de aula de todos os níveis de ensino, reuniões formais de trabalho, precisaram estabelecer definitivamente sua comunicação. E essa comunicação não ficou restrita ao que se fazia comumente: apenas suas regras, sua marca, sua missão, sua visibilidade comercial, com retoques de humanizada.

Comunicação Afetiva é ser mais dócil?

É uma forma que provoca a disposição para mudança como trabalhamos a informação, a sensação de conexão. As redes sociais alcançaram proximidade com as sinapses neurais do comportamento humano, em sua necessidade de comunicação e relacionamento. O modelo tradicional da aprendizagem e sua automatização de métodos, começou a caducar entre as gerações nascidas e crescidas no ambiente de rede.
A Comunicação Afetiva se propõe a fazer essa ponte da rede, de democratizar a informação e na medida do possível, torná-la acessível. Nesse momento de caos, como o Sistema Educacional pode contribuir para sua credibilidade e realizar uma entrega de conteúdo relevante? Quem sabe se colocando em proposição, em ser claro e revelar que o método é flexível e está “em teste”.
Um dos pilares dessa comunicação é se colocar em posição de entendimento à necessidade de quem se atende, antes da própria e dela buscar o essencial, diferente do tão aclamado “especial”. Isso porque, na afetividade se busca clareza, com os recursos disponíveis e transparência de seus métodos. Entretanto, a força das palavras, da construção da mensagem, do conteúdo, do ensinamento, da aula, vai além do radar curricular, contempla o humano e a autonomia do ser.
No tão falado “novo normal”, apontador de tendências pós-crise, nesse caso da pandemia COVID-19, o aprendizado e sua metodologia precisam descartar velhos hábitos de uso de palavras encantadoras, por termos honestos e ações congruentes com esse discurso. Na Comunicação Afetiva, parceria é algo tangível, palpável e transformador, em atitudes. A forma é maleável e o conteúdo é o que realmente importa.

Identificando as possibilidades da ferramenta:

• Avaliar sem medos e com todas as pessoas envolvidas no processo qual sua contribuição para uma metodologia de ensino. Pessoas gostam de reconhecimento e quando isso acontece, elas se esforçam para sempre dar mais;
• Reconhecer que alguma ação não foi eficiente, e explicar com clareza a mudança de estratégia;
• Atitudes inovadoras estão mais ligadas ao coletivo que individual. Cuidar de quem consome sua marca é mais importante que apenas manter a marca. Permita que a outra ponta esteja engajada na criação;
• Horizontalidade do processo. Você ouve antes de falar, analisa antes de oferecer;
• Esse processo é infinito. Determinar seu término é limitar as alternativas.

A Comunicação Afetiva é um dos pilares da Dimondi Comunicação, que desenvolve essa forma de relacionamento humanizado em suas criações e produziu esse conteúdo em parceria com a Matheus Soluções.

Nós da Matheus Soluções – Sistemas de Gestão Escolar, estamos há 20 anos oferecendo a solução completa para a gestão de instituições de ensino, com sistemas integrados e flexíveis para atender às suas necessidades.

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