Metodologias de ensino: como desenvolver inteligência emocional nas escolas?

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Metodologias de ensino: como desenvolver inteligência emocional nas escolas?

A inteligência emocional é uma das características humanas mais complexas e necessárias para a vida em sociedade. Ela pode ser dividida em cinco pilares: autoconhecimento emocional, controle emocional, automotivação, reconhecimento de emoções em outras pessoas e habilidade em relacionamentos interpessoais (inteligência social).

Infelizmente estas habilidades não são suficientemente estimuladas. As pessoas não são ensinadas a entenderem seus sentimentos, o que é prejudicial para o desenvolvimento social. Como consequência, a falta de autoconhecimento dificulta a capacidade de resolver problemas complexos, a agir em situações de pressão e de se relacionar com outras pessoas, afetando tanto a vida acadêmica quanto o profissional do futuro.

Um dos meios de estimular esta soft skill é criar estratégias de trabalho dentro das instituições de ensino para potencializar as relações humanas em prol do desenvolvimento pleno das capacidades das pessoas.

O que é inteligência emocional?

A inteligência emocional pode ser definida como “a capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.”, segundo Daniel Goleman, psicólogo e jornalista científico, pai do conceito.

O autor também pondera que ela é a maior responsável pelo sucesso de uma pessoa, visto que saber trabalhar em grupo, ter empatia e gentileza são características fundamentais para os cenários sociais. Por isso, nós da Matheus Soluções, pensamos neste conteúdo para apresentar aos gestores educacionais maneiras de desenvolver a inteligência emocional nas escolas com base em metodologias de ensino e outras estratégias que revolucionam a formação dos estudantes. Confira!

Inteligência emocional em sala de aula

Agora é hora de inserirmos o âmbito pedagógico. O primeiro passo é compreender o que se passa na cabeça de cada estudante, visto que é normal que na transição entre infância e adolescência o jovem esteja exposto a um turbilhão de emoções, tanto positivas quanto negativas, o que afeta o desempenho na escola e o relacionamento com os colegas.

Nisso entra a habilidade de observação pedagógica do professor. Quando um aluno apresenta comportamentos atípicos como isolamento, “olhares tristes” ou mesmo medo, cabe ao professor se reunir com os pais do aluno para entender o que acontece no ambiente fora da escola, e depois conversar com ele, fazendo perguntas que o estimulem a conversar a respeito. Em casos recorrentes, o bullying tem grande parte no recuo das emoções e deve ser combatido de maneira urgente para evitar que o estudante passe por grandes traumas.

Além disso, a arte tem um papel fundamental na expressão de emoções, busque incentivar seus alunos com tarefas lúdicas como pintura, expressão e escrita. Isso possibilita analisar sentimentos individuais. Trabalhar desta forma, coloca a IE em um contato mais próximo com os estudantes e fica mais fácil compreendê-los.

Leia também: Como vencer o desafio de motivar os estudantes?

A prática de meditação nas escolas é muito bem-vinda

Uma excelente medida que pode ser adotada com os alunos são trabalhos de yoga e/ou meditação. Essas atividades propiciam o autoconhecimento e diminuem a ansiedade e também o estresse. Isso coloca o estudante em contato com si mesmo e gera o “descarte” de emoções negativas.

Essa prática foi adotada no Colégio 31 de Março, em Ponta Grossa (PR), em uma turma do sexto ano, visando melhorar o relacionamento entre os alunos com os colegas e professores, além de ampliar o contato consigo mesmos. Após sessões de 15 minutos nas aulas de educação física foi notado a diminuição do tempo gasto com indisciplina e questões burocráticas. Após o fim, a prática foi reivindicada novamente pelos estudantes.

Estimule a empatia entre os alunos

Para essa soft skill ter sucesso, deve ser estimulada desde a infância, tanto na escola, quanto no lar, pois a falta dela, principalmente em ambientes sociais, como escola e trabalho, pode originar casos de intolerância, bullying e violência; o que dificulta a convivência entre as pessoas, principalmente àqueles que são oprimidos pelos colegas.

Uma das principais ações que podem estimular esse desenvolvimento é a cultura de feedback, em que o professor apresenta ao estudante todas as suas atitudes e quais as consequências que ela causou a outras pessoas, conscientizando-o sobre seus atos e o colocando em contato com as emoções que foram geradas aos colegas.

Gestor, inclua em sua IE o desenvolvimento da inteligência emocional

Uma alternativa para desenvolver a inteligência emocional nas escolas é criar uma disciplina específica para tal. Em Ribeirão Preto (SP), algumas escolas já a adotaram em seu currículo, visando reduzir índices de bullying e violência, aumentando a boa convivência, o respeito e a tolerância.

O conceito foi adotado com base na “Escola da Convivência”, metodologia de ensino desenvolvida pelo psiquiatra, psicoterapeuta, pesquisador e escritor Augusto Cury. Essa metodologia visa desenvolver habilidades socioeducacionais em alunos, pais e educadores. Os resultados foram extremamente positivos: melhor capacidade de concentração, aumento do respeito e da tolerância, diminuição da violência e do bullying.

O desenvolvimento da inteligência emocional é mais do que necessário tanto na escola quanto nos lares brasileiros, visto que está associada ao dia a dia do estudante, ao respeito, a tolerância e a empatia, características vitais para uma vida plena. Assim, vemos oportunidades no ensino, para trabalhar de maneira eficaz o desenvolvimento pleno das pessoas para que as instituições de ensino contribuam para a formação de uma sociedade mais justa, com maior autoconsciência e equilíbrio emocional.

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